Abri os olhos e não consegui acreditar no que via: Meus olhos mudaram de cor. Sim, mudaram do dia para a noite.
Lá estava eu de frente para o espelho, pálida e com olhos azul turquesa. Meus olhos sempre foram castanhos... Até aquele dia.
Não conseguia gritar, avisar para a minhã mãe do que ocorrera. Fiquei parada por um bom tempo, até parecer a minha irmã, que todo dia ia me chamar para o café da manhã, ela não tinha conseguido falar nem um "Bom Dia", os olhos dela se fixaram nos meus e ela estava boquiaberta.
O que eu não tinha conseguido fazer, minha irmã fizera por mim naquele exato momento. Gritou, gritou muito. Mamãe aparecera na porta, e ali permaneceu, ficou tão espantada quanto minha irmã... Família descontrolada a que eu tinha, pensei.
Houveram várias perguntas, minhã irmã disse que eu colocara lentes de contato, já Dona Lúcia acreditava que todas estavam febris e vendo coisas. Eram várias as suposições, até meu grito. Dor, imensa dor. Como se fosse algo fino, vidro talvez, estava cortando minhas costas, me joguei na cama e estava me contorcendo de dor. Me perguntavam o que eu estava sentindo, mas o que saía da minha boca eram palavras soltas, algo como: Dor, costas, muito.
Ouvi gritos, desespero. Minha mãe me tirou da cama e me levantara em seu colo, ao virar meu rosto, vi: Uma poça de sangue se formara em minha cama. Os cortes de minhas costas produziram aquilo, mas como? Como dois cortes vindo do nada produzira aquele sangue todo?. Eu estava tonta, as coisas começaram a escurecer ao meu redor... Desmaiei. (...)
Continua.
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