31 de julho de 2010

Dormir.

Saí um pouco do contexto do blog, só para dar uma descontraída. (:


- Filhinho, o Marcelo ligou para cá e te chamou para dormir na casa dele.
- Não quero.
- Mas Carlinhos, meu amor, ele é seu melhor amigo.
- Não gosto de dormir fora de casa.
- Ah, já tá na hora de você aprender dormir em outros lugares.
- Eu gosto do meu edredom, não durmo sem ele.
- Isso não é problema, é só você o levar junto.
- Mesmo assim, não quero dormir lá.
- Poxa, a irmã dele gosta tanto de você...
- A Catarina é uma chata, que fica me pertubando.
- Não fale assim dela, isso é feio.
Carlos deu de ombros.
- Olha filho, vai ser tão legal lá... você vai aprender como é uma outra rotina, e tudo o mais.
- Nem quero saber.
- Você não quer aprender coisas novas?
- É, pelo jeito você se esqueceu...
- Esqueci do quê?
- Que amanhã eu faço aniversário.
- Oh, é mesmo. Mil desculpas, meu amor.
- Comemorar 45 anos, não é todo dia.

29 de julho de 2010

Borboleta.

(...) Quando acordei, estava em um leito de hospital, meus pais de um lado, minha irmã do outro e um médico com um sorriso simpático em frente a mim. Todos comemoraram quando consegui sentar, sem esforço. Minha mãe estava com lágrimas nos olhos, perguntei o porquê e ela disse que eu passara três dias dormindo. Sim, dormindo não em coma. Fiquei um tanto confusa.
O médico avisou que não era médico, e sim um guardião que estava ali por causa de algo que acontecera comigo, algo especial, mágico. O guardião se apresentou como Jonas, depois me levou até o espelho do quarto, e pediu para que eu visse minhas costas. Disse-lhe que não gostaria de ver, pois cicatrizes não eram uma coisa muito atraente, digamos. Ele insistiu tanto, que eu aceitei, me virei, ficando de costas para o espelho e girei o rosto. E vi. Não acreditei, aquilo era impossível... Eu possuia asas. Asas pequenas, mas sem dúvidas eram asas.
Tratei logo de perguntar se a mudança da cor de meus olhos tinha algo haver com aquilo e Jonas fez que sim com a cabeça e acrescentou: A vaidosa Sofia, não reparou em seu cabelo?. Sorri, constrangida. Aquele homem parecia que sabia coisa demais... Medo.
Meu cabelo estava preso em um coque, eu estava acostumada com ele, tão ruivo, solto com delicados cachos caindo nos meus ombros. Mas o que era aquilo? Meu cabelo não era mais o mesmo, estava branco... como a neve. Desprendi-o desesperadamente e mais uma surpresa: Ele passara da cintura.
Eu queria fazer várias perguntas. Como aquilo tudo tinha acontecido em três dias? Afinal, porque eu possuía asas? A primeira resposta que obtive, foi de minha mãe: Amor, você é uma borboleta.
Borboleta? Não, eu não era um inseto com asas. Sim, tinha asas mas a minha aparência continuara muito humana.
E lá veio o guardião/falso médico falar: Borboleta, é como as semi-fadas são chamadas, futuras fadas que estão em processo de transformação, como uma largata que depois de um tempo se torna uma borboleta.
Perguntei se eu estava sonhando e minha irmã engraçadinha como sempre, me beliscou, provando que eu estava muito bem acordada e tudo era a mais pura realidade.
Eu era uma semi-fada, borboleta, e minha vida ia mudar bruscamente.



"E desde aquele dia, minha vida nunca mais foi a mesma." I just laugh, Nevershoutnever.

27 de julho de 2010

Borboleta.

Abri os olhos e não consegui acreditar no que via: Meus olhos mudaram de cor. Sim, mudaram do dia para a noite.
Lá estava eu de frente para o espelho, pálida e com olhos azul turquesa. Meus olhos sempre foram castanhos... Até aquele dia.
Não conseguia gritar, avisar para a minhã mãe do que ocorrera. Fiquei parada por um bom tempo, até parecer a minha irmã, que todo dia ia me chamar para o café da manhã, ela não tinha conseguido falar nem um "Bom Dia", os olhos dela se fixaram nos meus e ela estava boquiaberta.
O que eu não tinha conseguido fazer, minha irmã fizera por mim naquele exato momento. Gritou, gritou muito. Mamãe aparecera na porta, e ali permaneceu, ficou tão espantada quanto minha irmã... Família descontrolada a que eu tinha, pensei.
Houveram várias perguntas, minhã irmã disse que eu colocara lentes de contato, já Dona Lúcia acreditava que todas estavam febris e vendo coisas. Eram várias as suposições, até meu grito. Dor, imensa dor. Como se fosse algo fino, vidro talvez, estava cortando minhas costas, me joguei na cama e estava me contorcendo de dor. Me perguntavam o que eu estava sentindo, mas o que saía da minha boca eram palavras soltas, algo como: Dor, costas, muito.
Ouvi gritos, desespero. Minha mãe me tirou da cama e me levantara em seu colo, ao virar meu rosto, vi: Uma poça de sangue se formara em minha cama. Os cortes de minhas costas produziram aquilo, mas como? Como dois cortes vindo do nada produzira aquele sangue todo?. Eu estava tonta, as coisas começaram a escurecer ao meu redor... Desmaiei. (...)

Continua.

25 de julho de 2010

Uma folha de papel.

Oito horas da manhã, saio de casa e vou a caminho da escola. Meu primeiro tempo é às oito e meia, e levo quinze minutos para chegar lá, andando lentamente. Tempo de sobra, pensei.
Coloquei os fones de ouvido do meu mp3, apertei o play e a primeira música era a minha favorita (e da minha mãe também, tanto que ela meu deu o nome) Michelle, dos The Beatles.
Andando distraída, atropecei em algo pesado. A dor era latejante, olhei para baixo pensando que era uma pedra, mas não... não era possível... era uma folha de papel.
Soltei uma gargalhada, devia ser o sono que estava tomando conta dos meus sentidos.
Continuei a minha caminhada e PÁ! Atropecei de novo, agora com certeza era uma pedra. Não. Não era uma pedra, era a bendita folha de papel. Olhei para trás, para aonde a primeira folha de papel deveria estar, nenhum vestígio dela. Talvez, tenha batido um vento (apesar de eu não ter sentido nenhum).
Analisei a folha, miniciosamente, e ela era perfeita, do tamanho A4, branca, sem sujeira nenhuma. Me abaixei para pegá-la, minha mente tinha projetado um certo sinal para os meus músculos de que aquela folha era leve, afinal, uma única folha de papel é leve. Mais um susto, ela pesava como o meu livro de Química, isso fez com que a minha mão doesse.
Apartir daquele momento, eu suspeitei que talvez eu tivesse delirando, tanto que fiz uma "pergunta" para a folha...
- Hey, o que você pensa que é?
Meu queixo caiu. Aparecera na folha os dizeres:
- Olá. Prazer, Destino.
HAHAHA, valeu. A folha de papel/pedra/peso do livro de Química, respondia minhas perguntas. E ainda se chamava Destino. Eu estava pirando.
- E aê Destino, o que me diz pra hoje? - É claro, que eu não acreditava no que estava vendo, só queria ver até onde aquilo ia dar.
- Michelle, você tem teste surpesa de Biologia. Tirará uma nota boa. Ao sair da sala, encontrará com um menino chamado Henrique.
- Bebeu, Sr. Destino? Eu sou péssima em Biologia, nunca tiraria uma nota boa em uma prova, quanto mais em um teste surpresa. E aliás, não conheço nenhum Henrique.
- Lembra daquela aula? A única aula que você verdadeiramente prestou atenção? O teste inteiro será apenas daquele dia. Você irá se sair bem. E enquanto ao Henrique, ele é um menino do terceiro ano, e digamos o destino de vocês iam se cruzar, era só questão de tempo.
- Beleza, eu devo ter dormido muito pouco, e estou sonhando. Tchau, Destino.
E fui me encaminhando para a lixeira mais próxima. Até que as letrinhas começaram a aparecer na folha, de novo.
- Não adiantará me jogar fora, eu sempre estarei com você, mesmo que você não veja. Você fala de mim, e nem percebe...
- Eu não acredito em destino, Destino.
- Mas não estou falando deste nome. Uns falam de mim no feminino... Apesar de eu não gostar. Umas pessoas me chamam de Destino, outras...
- Ah, saquei. Você é meio mulher e meio homem né? Ok, vou parar com as piadinhas.
- Acho bom. Mas o meu nome feminino, você fala muito, muito mal por sinal. Fala que não possui.
- Destino, maluco o meu. Medo.
- Eu sei que você sabe do que eu estou falando, Michelle. Se você saber qual é o meu outro nome, eu irei desaparecer na forma física mas sempre estarei do seu lado. Mesmo você falando que nao me tem.
- Vou pensar.
E pensei, pensei e cheguei em uma conclusão. Não era possível. Fiquei arrepiada, se eu estava sonhando, era o sonho mais profundo que eu já tive.
- Oi, sorte.
E a folha se dissolveu em minhas mãos.
Oito e vinte, e ainda faltavam dois quateirões para a escola, andei com um pouco mais de pressa. A minha mente estava atordoada. Com certeza, não conseguiria fazer o tal teste supresa, se ele existisse.
Cheguei na escola, bateu o sinal do primeiro tempo.
Ás onze horas, começou o último tempo, que era o de Biologia. E voilá, teste surpesa de Biologia. Segurei com toda força na minha sanidade mental, e pela primeira vez torci para me dar mal no teste, sendo assim, eu provaria para mim mesma que eu estava normal.
Peguei o teste, e com um frio na barriga, li as questões. Ah, droga. Eu sabia todas, absolutamente todas. Fiz o teste em quinze minutos, entreguei-o a professora, que com um grande sorriso disse:
- Michelle, você me surpeendeu. Parabéns, além de ser a primeira a integrar, gabaritou.
A querida da professora deve ter imaginado que eu ia sorrir, mas não. Meu rosto queimou, provavelmente minhas bochechas estavam vermelhas, sem falar nada, saí da sala.
Andei o comprido corredor, olhando para o chão. E esbarrei, e que feliz, em um menino bonito.
- Você tá bem? Parece um pouco nervosa. Ah, mil desculpas... eu não tenho nada haver com isso.
Além de bonito era fofo, BINGO!.
- Tudo bem, eu acho.
- Deixa eu ver... teste surpresa? Se deu mal?
- É. Não, não. A professora disse que eu gabaritei. Mas eu já sabia, a folha maldita, tinha dito.
Essa última frase, foi um susurro.
- Folha? Han?
- É. Folha. Destino. Sorte. Não sei o que mais.
- Impóssível...
- É, eu sei. Devo estar pirando, relaxa que provavelmente não se pega no ar.
- Michelle?
- Ah, Deus... Henrique?
E a gente conversou, a folha também tinha encontrado ele. E tinha dito a mesma coisa "o destino de vocês iam se cruzar, era só questão de tempo". Mas ele nunca me vira, nem sabia na minha insignificante existência, era recíproco. E quando me viu andando nervosamente saindo da sala, nem passou pela cabeça dele que eu seria eu, ele também não acreditará no Destino.
Passou um longo, longo tempo e Henrique se tornou o meu melhor amigo, irmão mesmo. Um amor inacreditável... Coisa do destino/sorte.


"Até eu conseguir, espero que você entenderá o que eu quero dizer" Michelle, The Beatles.

First.


Demorei muito tempo, até decidir se iria fazer o blog, pois queria ter a certeza de que poderia dar a atenção devida. Na verdade nem sei se isso irá acontecer... mas vou me esforçar ao máximo.

Contos Alternados, não seguem um mesmo estilo. Os contos que estão por vir, são respostas de uma mesma pergunta: E se tudo o que você sabe, não fosse verdade?

Partindo deste ponto, bizarrices da minha mente tomaram formas.

Não escrevo perfeitamente, tenho muito o que a aprender e estarei disposta a corrigir todos os meus erros.


"Não há nada que você possa fazer, que não possa ser feito" - All you need is love, The Beatles.